A autarca afirmou que o executivo está também a estudar outros possíveis pontos de criação de parques de retenção, pensando em localizações próximas do canal do Metrobus.
Em declarações aos jornalistas, Ana Abrunhosa notou que o parque de estacionamento em Coimbra-B “já está completamente cheio”, estando a ser equacionada a possibilidade de instalação de estruturas que permitam colocar um primeiro piso. “Estamos a ver é se é possível fazê-lo e se é possível fazê-lo naquele lugar e ver custos, no caso de ser possível fazê-lo”, afirmou.
Segundo a presidente da Câmara de Coimbra, a perspetiva é a de colocar cancelas para regular o estacionamento e cobrar um valor simbólico, “que nunca ultrapassará um euro ou dois euros por dia”, para evitar que haja, “como agora, um estacionamento selvagem que vai até ao parque do Choupal”. “Estamos cada vez mais a verificar que muitas pessoas trazem o carro, deixam o carro ali e, depois, a partir de Coimbra-B, entram nos transportes públicos através do Metrobus ou através dos autocarros”, constatou.
Ana Abrunhosa esclareceu que ampliar o parque para os lados não é possível, face à empreitada futura da estação de Coimbra, no âmbito da linha de alta velocidade, que poria em causa essa empreitada. “Queremos uma solução que depois até possa ser utilizada noutra parte da cidade. Ou seja, que o investimento que façamos possa vir a ser utilizado noutra parte da cidade”, aclarou, apontando para a possibilidade de estruturas em altura amovíveis.
Ana Abrunhosa disse ainda que, em breve, o município irá anunciar parques de estacionamento periféricos para evitar a entrada de viaturas no centro da cidade.
LUSA / CM de Coimbra