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29 Outubro 2016

Museu da Praça das Cortes inaugurado com as exposições Quente e Frio

Quente de um lado, frio do outro. Duas exposições com um corredor a dividi-las, naquele que é considerado por muitos como o museu mais pequeno do mundo. O Museu, que é, por si só, uma obra de arte do artista Francisco Tropa, estreou hoje, não uma, mas duas exposições. Situa-se na margem esquerda do Rio Mondego, próximo da Ponte de Santa Clara e dentro da Praça das Cortes, espaço que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) irá começar a recuperar em breve, criando uma área pedonal qualificada e um estacionamento regrado.

“A criação artística, a criatividade das pessoas, o exercício da cidadania, a capacidade realizadora que é evidenciada de uma forma muito peculiar, desafiadora, estimulante, que mostra uma caraterística especial de Coimbra que às vezes é esquecida: Coimbra é uma cidade notável, onde as diferenças se encontram e os diferentes se encontram reciprocamente. Está inaugurado o museu!”, sintetizou o presidente da CMC, Manuel Machado, que salientou o seu “reconhecimento por todos os envolvidos” na bienal de arte contemporânea Anozero, organizada pela CMC, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e Universidade de Coimbra (UC).

Carlos Antunes, diretor do CAPC, explicou que este Museu “é uma reflexão, uma parábola, uma crítica ao modelo curatorial”, dispondo de um diretor, um curador e um conservador. Mas a sua pequenez não o impede de apresentar duas exposições em simultâneo. A Quente está ligada ao tema da próxima Anozero: Curar e Reparar. Além de um texto na parede, tem um par de luvas (usados por diferentes “curadores”), duas faces esculpidas em xisto, e um livro aberto do escritor Roberto Bolaño. Há também um pequeno retângulo com um QR Code e um link para uma entrevista de Nuno Grande a Delfim Sardo e João Maria André que em muito faz aumentar as dimensões deste Museu alegadamente mais pequeno do mundo.

Na outra ilharga, a exposição Frio, a contrastar com a Quente, chamando a atenção para a vastidão da área ardida este ano em Portugal, equivalente a cerca de 150.000 campos de futebol.

Carlos Antunes admitiu que a demora na inauguração da exposição se deveu à falta de propostas, em quantidade e qualidade, por parte da sociedade civil, mas prometeu continuar a trabalhar para que essas sugestões apareçam. Além de Manuel Machado e Carlos Antunes, a inauguração contou com a presença da vereadora da Cultura da CMC, Carina Gomes, da vice-retora da UC Clara Almeida Santos e João Maria André, entre outras personalidades.

 

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