Regina Bento elogiou a pertinência do tema e a oportuna reflexão sobre o SNS, “uma das mais relevantes conquistas do Portugal democrático”, salientou. A vereadora fez questão de agradecer esse legado ao “já saudoso Sr. Doutor António Arnaut” e deixou clara a importância de se debater o estado atual do SNS, entre outros assuntos. “Hoje, as questões ligadas ao financiamento dos sistemas de saúde colocam-se com uma veemência que nunca tiveram. Por todo o mundo se discute o subfinanciamento crónico dos sistemas de saúde, o aumento da esperança de vida, o envelhecimento das populações e a prevalência das doenças crónicas”, adiantou. “Estas são questões de tal importância que temos de lhes dedicar o melhor da nossa reflexão”, argumentou.
O tema foi igualmente elogiado pela ministra da Saúde. “Trata-se de um tema muito atual, muito importante para o SNS e que me é particularmente caro. Nos últimos anos, o SNS tem enfrentado desafios sem paralelo. (…) E todas estas pressões têm colocados os profissionais de saúde sob um stress acentuado, exigindo simultaneamente adaptação ao novo contexto e uma prestação de cuidados de elevada qualidade. Consideramos que a capacidade de superar estas pressões só se conseguirá através de uma boa coordenação clínica, devidamente segmentada, e de uma forte liderança”, resumiu Marta Temido.
A vereadora da Saúde da CM Coimbra fez ainda referência à importância dos novos desafios que a descentralização de competências para as autarquias locais vai trazer em várias matérias, elencando alguns dos projetos de melhoria de equipamentos de saúde que estão em curso e dos quais a autarquia é parceira e interessada, como “o tão necessário e desejado novo Centro de Saúde da Fernão de Magalhães, a requalificação do Centro de Saúde de Celas, as novas instalações da Extensão de Saúde de Taveiro e a nova maternidade, que urge sair do papel”.
Regina Bento conclui o seu discurso, revelando o modelo que considera ideal para o SNS. “Em Portugal, desejamos um SNS universal, gratuito, equitativo no acesso, financiado pelo Orçamento do Estado e com organização e gestão pública, descentralizada e participada. Desejamos um SNS construído por profissionais dedicados e motivados, que vistam a camisola e que sejam devidamente compensados para tal”, afirmou a vereadora, enaltecendo “todos os profissionais que diariamente asseguram e fazem do Serviço Nacional de Saúde uma pedra angular do nosso Estado Social”.