Em declarações aos jornalistas, Manuel Machado disse que hoje “é um dia importante” para Coimbra e para os municípios vizinhos atravessados pelo futuro SMM. Durante mais de 100 anos, as populações de Lousã e Miranda do Corvo foram servidas pelo comboio que circulava no Ramal da Lousã, desmantelado e encerrado em 2010 devido a obras para instalação de um sistema de metro que deveria abranger igualmente uma linha urbana na capital do distrito. “O SMM anda há demasiado tempo a ser protelado”, lamentou o presidente da CM Coimbra. Com a concretização do projeto, as autarquias de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo estarão “em condições de pôr o Sistema de Mobilidade do Mondego a transportar pessoas”, disse.
De acordo com o ministro Pedro Marques, além da aprovação de 85 milhões de euros para investimento na infraestrutura, foram aprovados investimentos a realizar na estação de Coimbra-B (15 milhões) e em material circulante (20 milhões), que também terão financiamento comunitário. Em relação ao SMM, a comparticipação comunitária “disponível neste momento corresponde a 50% do investimento global” a realizar, acrescentou. Depois dos trâmites de concursos, a obra propriamente dita “entrará pelo ano de 2020 fora”, de forma a que o sistema possa começar a ser operado, “o mais cedo possível”, em 2021, “ainda que de modo faseado”.
“É um sistema rodoviário e isso deve ficar claro. Contudo, a introdução dos sistemas de guiamento eletrónico, nomeadamente, e a tipologia de material circulante que pretendemos adquirir e que estivemos a estudar permitem desempenhos em matéria de segurança e de velocidades equivalentes às do metro ligeiro”, sublinhou.
Lusa / CM Coimbra