É a terceira exposição do ciclo “De que é feita uma coleção?”, intitula-se “Tensão e Narratividade” e relaciona obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado onde a leitura narrativa é sugerida de forma mais ou menos evidente. As mais óbvias surgem quando os artistas usam marcas da língua inscritas na imagem, colocando em marcha uma aparente tensão entre a imagem pura e a presença desestabilizadora da palavra. Noutros casos, são obras cuja inclusão decorre do seu potencial narrativo sequencial porque usam funcionalidades da imagem em movimento, devedoras do universo cinematográfico, mas também performativo.
A mostra dá sequência às duas primeiras exposições, integrando assim a programação proposta pelos curadores David Santos (Curador da Coleção de Arte Contemporânea do Estado) e José Maçãs de Carvalho (Curador do Centro de Arte), e reúne obras dos artistas Álvaro Lapa, António Olaio, António Sena, Baltazar Torres, Daniel Canogar, Eduardo Luiz, Emerenciano, Gerardo Burmester, Helena Almeida, Joana Rêgo, Joana Rosa, João Pedro Vale, João Penalva, João Tabarra, João Vieira, Lawrence Weiner, Matt Mullican, Nikias Skapinakis, Pedro Casqueiro, Pedro Gomes, Pires Vieira, René Bértholo, Rodrigo Oliveira e Shirin Neshat. A exposição pode ser visitada a partir de sábado, dia 11 de setembro, e até ao próximo dia 30 de janeiro, nos seguintes horários: de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h00 e aos sábados e domingos das 10h00 às 13h00.
Recorde-se que a Câmara Municipal inaugurou, em julho do ano passado, o Centro de Arte Contemporânea de Coimbra com a Coleção BPN (ex-Banco Português de Negócios), que foi adquirida pelo Estado por cinco milhões de euros, e foi então depositada em Coimbra. Os curadores convidados, David Santos e José Maças de Carvalho, apresentaram uma programação composta por várias exposições autónomas, mas integradas no ciclo “De que é feito uma coleção?”, que pretende atrair e consciencializar os visitantes sobre a importância e a novidade das grandes obras desta coleção, dando assim a conhecer ao público em geral o valor de um conjunto que seguramente enriquece o património artístico e a oferta cultural da cidade de Coimbra ao nível da arte contemporânea.
A coleção está instalada no Centro de Arte Contemporânea, situado para já num edifício junto ao Arco de Almedina, na Baixa da cidade. Contudo, as instalações definitivas do Centro serão, após obras de requalificação, na antiga sucursal da Manutenção Militar em Coimbra (cujo imóvel passou do Ministério da Defesa para Câmara Municipal em maio de 2017), na Avenida Sá da Bandeira, a algumas centenas de metros do edifício que recebe provisoriamente a Coleção do Estado.