Intervenção na íntegra:
“Plano Busquets
Dar conhecimento ao executivo de que no passado dia 19 de outubro, decorreu a 2ª reunião de trabalho com a equipa coordenada pelo arquiteto Catalão Juan Busquets, para apresentação da 1ª reflexão sobre aquele que será o plano de desenvolvimento da futura estação intermodal da Estação B. A reunião que envolveu mais de 30 técnicos dos diferentes serviços técnicos da autarquia e das Infraestruturas de Portugal, permitiu não só à equipa de trabalho apresentar as linhas estratégicas do modelo conceptual defendido para o local, como receber, dúvidas e contributos por parte dos técnicos da autarquia, num debate franco e construtivo.
A solução apresentada é muito diferente daquela que o mesmo autor apresentou em 2010, no âmbito do PU da estação intermodal e zona poente de Coimbra, reflexo por um lado, da manutenção da sua localização no local existente, e por outro a inevitável adaptação às novas políticas de mobilidade urbana e aos instrumentos de política ambiental estabelecidos pela EU. Mantêm-se, contudo, as funções a serem integradas na solução global, onde a estação assume uma posição central.
O desenvolvimento do plano beneficia do facto do coordenador já conhecer devidamente o território objeto do plano, assim como a história e as dinâmicas territoriais, nas suas interligações ao resto da cidade e em particular ao centro histórico.
A solução assenta no estabelecimento de dois corredores contínuos e diretos de ligação entre a futura estação e a baixa da cidade, numa forte aposta na aproximação destas duas centralidades: (1) um corredor de índole urbana onde se concentram as funções urbanas, designadamente a circulação automóvel e outras formas de mobilidade, assim como a sua interligação ao resto da cidade; (2) uma cortina verde entre o Choupal e o parque verde, associado a um corredor contínuo pedonal e ciclável, através do passeio ribeirinho Aeminiun, entre a Baixa e Coimbra-B. Essa conexão é reforçada através de uma cortina de verde que serve de proteção visual aos viadutos da Casa do Sal e a partir da qual é estabelecida a ligação ao corredor verde de Coselhas, reforçando o conceito de continuidade verde já estabelecido no plano de 2010.
As novas políticas de mobilidade urbana traduzem-se no plano, numa nova forma de priorizar o acesso à futura estação, privilegiando-se todos aqueles optam por ir a pé, de bicicleta, de autocarro ou de Metrobus. O carro assume igualmente o seu papel, mas é relegado para um segundo nível de prioridade.
A solução aposta ainda na criação de uma grande centralidade com ponto focal na Estação de Coimbra B, a qual será um edifício marcante e emblemático, com frente quer para a R. Manuel de Almeida e Sousa quer para o Choupal, local onde se concentrarão as funções intermodais. A estação será ladeada por dois edifícios torre, de altura entre 30 a 50m, que manterão uma “relação visual” com o resto da cidade, marcando como que um portão de entrada designadamente a partir da Baixa da cidade.
Este é um primeiro olhar conceptual sobre a solução e funções a serem estabelecidas na futura estação intermodal, na sua ligação à cidade e região centro.
Estamos neste momento a ultimar a posição da CMC perante a solução apresentada, no âmbito da qual está a ser elencado um conjunto de preocupações, contributos e sugestões de melhoria. A sua análise deverá merecer o desenvolvimento e consolidação desta fase conceptual, a qual deverá ser objeto de uma primeira fase de participação pública, a ser promovida em data a divulgar, ainda no final de novembro, ou início de dezembro, com a presença do Arquiteto Juan Busquets.
Diretora delegada
Uma segunda nota para informar que cessou funções, na passada 6ª feira, a Sra. Diretora Delegada dos SMTUC, Dra. Ana Braga, nomeada em comissão de serviço em 1 de março de 2019. À Dra Ana Braga quero, em nome do Conselho de Administração, deixar uma palavra de reconhecimento e agradecimento pelo empenho e dedicação empreendidos ao longo dos quase 4 anos. A ela desejamos muito sucesso pessoal e profissional no novo desafio que agora vai abraçar.
A partir de amanhã, essa função será assegurada pela Sra. Dra. Maria João Melo, licenciada em Direito e que até à data desempenha funções de administradora hospitalar no Hospital Distrital da Figueira da Foz, E.P.E., uma escolha unânime do CA dos SMTUC e do Executivo da CMC e a quem quero expressar o meu voto de total confiança.
A situação atual e futura dos SMTUC é difícil, mas estou convicta que a nova Diretora Delegada, pela sua elevada capacidade de liderança, de organização e de planeamento corporizada através do seu vasto e distinto curriculum profissional, na área da gestão na administração pública, será capaz de imprimir uma nova orientação e dinâmica à gestão dos SMTUC. À Dra. Maria João Melo associa-se ainda a vantagem de ser detentora de uma visão externa aos serviços municipalizados o que irá fomentar uma visão crítica e descomprometida com as políticas e estratégias empreendidas.
A nova Diretora delegada é licenciada em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e pós-graduada em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública. Foi administradora hospitalar na ARS do Centro e em diversos hospitais, designadamente no Hospital de Guimarães, no Hospital Dr. Francisco Zagalo em Ovar, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira e, entre 2005 e 2018, nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Atualmente é administradora hospitalar na Figueira da Foz, cargo ocupado até ao dia de hoje.
Tenho por isso a plena convicção que tirando partido da sua vasta experiência profissional na área da gestão, tudo fará para reerguer os SMTUC, preparando-os para rumo ao futuro. A ela desejo votos de bom trabalho!”