A proposta de Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) da CM de Coimbra para 2023, no valor de 174,9M€, foi aprovada hoje, dia 27 de dezembro, em Assembleia Municipal de Coimbra, com votos da coligação Juntos Somos Coimbra, com a abstenção do PS, da CDU com os votos contra do movimento Cidadãos por Coimbra.
Reafirmando que o impacto da conjuntura representa menos 12M€ para os cofres camarários entre 2022 e 2023, o presidente do Município, José Manuel Silva, realçou que para o próximo ano a “amputação orçamental” é agravada pelo prejuízo superior a um milhão de euros por uma “muito mal negociada descentralização da Educação”. Nesse sentido, o autarca considerou que este é um documento feito “num enquadramento de contenção” e com o adiamento do “lançamento de novos grandes projetos”, por não ter começado o diálogo em torno do próximo quadro comunitário.
Apesar disso, José Manuel Silva destacou a criação da nova estrutura do Município, que representa “um claro e necessário investimento na capacidade, qualidade, organização e preparação da Câmara Municipal para responder aos desafios presentes e futuros”.
Confrontado com as críticas da oposição, que considera que estão ausentes do orçamento para 2023 grande parte das promessas eleitorais da coligação, José Manuel Silva socorreu-se das palavras do primeiro-ministro, António Costa: “Não vivemos na ansiedade de cumprir no primeiro ano tudo o que temos para cumprir nos quatro anos da legislatura”.
Na Assembleia Municipal, foi também aprovado o orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2023 dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), no valor de 33,4M€, com os votos a favor da coligação Juntos Somos Coimbra e do movimento Cidadãos por Coimbra e com a abstenção do PS e da CDU.
LUSA/CM de Coimbra