O Município de Coimbra apoiou a edição desta obra, através da compra de 75 exemplares – o que se traduziu numa aquisição no valor de cerca de 1.000 euros –, que tem a chancela da Editora Caleidoscópio-ORO e que, sábado, dia 4 de novembro, vai ser apresentada pelo jornalista-escritor Daniel Abrunheiro, no Café Santa Cruz, onde vai ter lugar, também, um breve momento musical, por Carlos Massas. “A CM de Coimbra, ao adquirir exemplares desta edição, defende e promove o seu Património Imaterial, pelo registo das vivências características de um bairro social, que, tal como muitos coetâneos, está atualmente em extinção”, pode ler-se na informação que sustentou o apoio municipal.
Sobre o Casal Ferrão, os serviços municipais adiantam que “estas áreas habitacionais foram criando unidades residenciais que iam gerando equipamentos de apoio que fomentavam, por sua vez, as relações sociais, sendo atualmente o mais evidente a existência de pequenas capelas, tabernas tradicionais e de ruelas sem facilidades para a circulação automóvel”. Geravam uma “unidade de vizinhança”, vivencias únicas, bairristas, que, com os saltos demográficos e económicos dos fins do Séc. XX, se foram esbatendo, restando, na atualidade, testemunhos díspares que correm o risco de se perderem pela falta de registo histórico.
Joaquim Jorge Carvalho nasceu, em Coimbra. a 15 de abril de 1963. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – variante Francês e Inglês e em Línguas e Literaturas Modernas – variante de Português e Inglês, em ambos os casos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É mestre em Estudos Portugueses pela Universidade Aberta e doutorado em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Publicou, até à data, obras como “Desapontamentos dos Dias” (poesia), “Quem corre por gosto não quê?” (novela), “A Depressão das Laranjas – Fábulas do campo e da periferia urbana” (novela), “O Nome da Luz” (novela), “O Livro dos Negócios, das Adivinhas e dos Provérbios” (romance), “O Funcionário Triste” (novela), “A Casa Circular” (novela), “Inquietação de Barcos” (poesia), “A Palavra Vale” (poesia), “Um Barco Chamado Sophia Loren “(novela), “História Familiar” (conto) e “Júlio Dinis: As Pupilas do senhor Escritor” (versão resumida da dissertação de Doutoramento que fez, em 2011, para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, intitulada Ação, Cenas e Personagens na narrativa dinisiana: As Pupilas do Senhor Escritor). É, ainda, autor de um manual de Língua Portuguesa para os Cursos de Educação e Formação, com a chancela da Porto Editora.
No âmbito da sua atividade literária, obteve – entre outras distinções – o 1º lugar no Concurso Nacional de Poesia Cesário Verde – Revelação (Oeiras, 1995); o 1º lugar no Concurso Literário de Conto SPRC (Coimbra, 1993 e 2001); o 1º lugar no Prémio Literário Branquinho da Fonseca – Ficção (Cascais, 1997); o 1º lugar no Prémio Literário de Conto da CGTP (Lisboa, 2009); o 1º lugar no Prémio Literário de Conto Francisco Álvares de Nóbrega (Machico, 2008); o 1º lugar no Prémio Literário de Poesia Francisco Álvares de Nóbrega (Machico, 2010).