A delegação portuguesa integra ainda o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, representantes da Universidade de Coimbra, do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e técnicos municipais envolvidos na preparação da próxima edição da bienal.
Coimbra acompanha a edição que antecede a Manifesta 17
A presença de Coimbra na abertura da Manifesta 16 assume particular relevância por se tratar da edição imediatamente anterior àquela que será acolhida pela cidade em 2028.
Ao longo dos últimos dias, a delegação portuguesa acompanhou visitas técnicas, encontros institucionais, apresentações públicas e momentos de trabalho promovidos pela International Foundation Manifesta, permitindo aprofundar o conhecimento sobre os modelos de organização, envolvimento comunitário, programação cultural e regeneração urbana que caracterizam este evento internacional.
A edição de 2026 decorre na região do Ruhr, na Alemanha, sob o tema “This is not a church”, transformando doze antigas igrejas em espaços dedicados à arte contemporânea, à participação cívica, à inovação social e à experimentação cultural.
Receção institucional assinala caminho entre Ruhr 2026 e Coimbra 2028
No âmbito do programa oficial da abertura, Coimbra promoveu uma receção institucional dirigida a representantes internacionais da Manifesta, parceiros culturais, entidades públicas e convidados da organização.
A iniciativa constituiu um dos momentos simbólicos de aproximação à próxima edição da bienal, permitindo apresentar Coimbra enquanto futura cidade anfitriã e dar a conhecer a visão estratégica que sustenta a candidatura vencedora.
Na sua intervenção, Ana Abrunhosa destacou Coimbra como uma cidade que alia património, conhecimento, inovação e qualidade de vida, afirmando que a cultura deve ser encarada como um instrumento de desenvolvimento urbano, económico e social.
A autarca sublinhou igualmente que a preparação da Manifesta 17 resulta de uma parceria sólida entre o Município de Coimbra, a Universidade de Coimbra e o CAPC, envolvendo ainda um conjunto alargado de instituições locais, nacionais e internacionais.
Património, comunidade e regeneração urbana no centro da estratégia
A futura edição da Manifesta terá uma forte ligação à cidade e ao território, articulando património, arte contemporânea, sustentabilidade e participação comunitária.
Entre os projetos estratégicos apresentados destacam-se a regeneração da Rua da Sofia, a valorização da frente ribeirinha do Mondego, a reabilitação de edifícios históricos, a mobilidade sustentável e a revitalização da Baixa de Coimbra, numa lógica de transformação urbana assente nas pessoas e nas comunidades.
A experiência de Coimbra será desenvolvida a partir do tema “A Sea of Trees”, procurando promover uma reflexão internacional sobre os desafios ambientais, sociais e territoriais contemporâneos, através da criação artística e da participação cidadã.
Coimbra reforça presença nas redes culturais europeias
A participação na abertura da Manifesta 16 representa também uma oportunidade para aprofundar relações institucionais e culturais com parceiros europeus, reforçando a integração de Coimbra em redes internacionais de cooperação e criação artística.
Ao acompanhar de perto a edição alemã, Coimbra consolida o processo de preparação da Manifesta 17 e reforça a sua afirmação como cidade de cultura, conhecimento e inovação, capaz de acolher um dos mais importantes eventos artísticos e culturais da Europa.
A Manifesta é uma bienal europeia nómada de arte contemporânea que, desde 1996, percorre diferentes cidades do continente, promovendo projetos que cruzam criação artística, participação comunitária, património, sustentabilidade e transformação urbana. A edição de Coimbra, em 2028, constituirá um dos mais relevantes acontecimentos culturais realizados na cidade nas últimas décadas.