Uma exposição construída a partir de encontros improváveis
“Pares ímpares I” estrutura-se a partir de um princípio de montagem simples: a aproximação sucessiva de duas obras que podem, ou não, ter evidentes pontos de contacto entre si.
O percurso expositivo inicia-se com um diálogo entre duas das mais singulares e extraordinárias pintoras portuguesas, Aurélia de Sousa e Maria Helena Vieira da Silva, em torno da própria ideia de vocação artística. Ao longo da exposição, são propostas diversas histórias e encontros inusitados, estimulando o imaginário dos visitantes para além dos caminhos mais convencionais da história da arte.
A mostra parte de perguntas em torno do ato de ver, ler, perceber, reconhecer e conhecer, lançando aos visitantes o desafio de descobrirem estes “pares ímpares”, construídos nos intervalos da teoria, das palavras e da memória.
Uma parceria para reforçar a programação artística do CACC
A parceria entre o Município de Coimbra e a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva tem por objetivo repensar modos de colaboração entre instituições de diferentes escalas e contextos geográficos, movidas por uma mesma conceção de serviço público.
As duas equipas juntam-se, unindo forças e partilhando competências, para criar um ciclo que não só prossegue o espírito de programação que tem vindo a ser desenvolvido no CACC, como procura trazer ao grande público um panorama alargado e heteróclito de artistas contemporâneos, devidamente enquadrado por um programa de mediação amplo e inclusivo.
Recorde-se que esta parceria foi apresentada publicamente em abril deste ano, marcando uma nova fase para o Centro de Arte Contemporânea de Coimbra.
Continuidade com “Pares Ímpares II”
A exposição, patente até 20 de setembro, prolongar-se-á no próximo ciclo, desdobrando-se em díptico, com “Pares Ímpares II”, que dará continuidade ao diálogo entre obras, coleções e narrativas iniciado nesta primeira apresentação.