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2 Julho 2026

Verão a Dois Tempos coloca arte e território em diálogo de 7 de julho a 13 de setembro

Verão a Dois Tempos coloca arte e território em diálogo de 7 de julho a 13 de setembro

O programa cultural Verão a Dois Tempos regressa a Coimbra, entre 7 de julho e 13 de setembro, com cerca de 75 iniciativas distribuídas por cerca de uma dezena de espaços da cidade. Concertos, performances, exposições, cinema, residências artísticas, oficinas e um festival de encerramento na Estação Nova integram a programação desta edição.

A edição deste ano do programa cultural Verão a Dois Tempos foi apresentada esta manhã, dia 2 de julho, na Estação Nova, com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Margarida Mendes Silva, do Chefe da Divisão de Cultura, Rafael Nascimento, de Catarina Pires, da Direção Artística da Associação Há Baixa, do coordenador da Blue House, João Silva, do presidente da Direção do Jazz ao Centro Clube, José Miguel Pereira, de Jorge Simões, coordenador do Centro de Artes Visuais e da presidente da Direção da Fila K Cineclube, Rita Rêgo.

 

A vereadora da Cultura destacou “o compromisso, o envolvimento e a colaboração” das associações culturais coorganizadoras e parceiras que contribuem para o projeto, que mostra que “Coimbra está viva”. Margarida Mendes Silva salientou também a “ocupação do território” entre a Alta e a Baixa, que vai permitir “dar vida à cidade de Coimbra durante quase três meses”, bem como o contributo para a “dinâmica do comércio local”, para a “valorização do património edificado” e ainda para a valorização dos artistas emergentes.

 

Novos espaços, novos públicos

 Através da aplicação de metodologias participativas no desenho de projeto e do envolvimento do tecido cultural artístico e associativo local, o programa cultural Verão a Dois Tempos tem vindo a renovar o seu conceito e o seu formato, através de uma relação de proximidade ao território físico e imaterial da cidade de Coimbra.

 

Depois de se afirmar como um projeto de dinamização cultural da Baixa de Coimbra, o Verão a Dois Tempos alarga-se este ano a novos espaços emblemáticos da cidade. Para além da Praça do Comércio e dos largos do Poço e do Romal, a programação estende-se à Casa da Escrita, ao Coreto do Parque Manuel Braga, à Escadaria do Quebra-Costas, à Praça 8 de Maio e à Estação Nova, promovendo uma maior circulação de públicos entre a Baixa e a Alta de Coimbra.

 

Assente numa lógica de envolvimento comunitário e de aproximação à democracia cultural, o projeto propõe um festival multidisciplinar que dá continuidade à participação dos cidadãos, dos agentes culturais, dos artistas, dos comerciantes e dos moradores, promovendo novas formas de ocupação e vivência do espaço público através da cultura.

 

Cultura construída em rede

A programação integra diferentes linhas curatoriais desenvolvidas pelas entidades coorganizadoras, refletindo a identidade e a especialização de cada estrutura cultural.

  

Neste âmbito, a antiga Estação Nova de Coimbra acolhe, pela primeira vez, uma exposição de arte contemporânea. Os Encontros de Fotografia apresentam “Intervalo”, uma exposição individual de Eduardo Matos. O conjunto de obras apresentado articula escultura, imagem em movimento e desenho, refletindo sobre o tempo, a deslocação e a experiência dos lugares periféricos e inestéticos. A exposição vai poder ser visitada de 18 de julho a 13 de setembro, de terça-feira a sábado, das 14h00 às 19h00.

 

Entre os momentos centrais da programação encontram-se ainda o Café Longo, promovido pela Blue House. Este ano, o programa divide-se em duas partes. A primeira ocupa a Praça do Comércio, de 7 a 28 de julho, entre as 19h00 e as 20h00, com quatro sessões que somam oito concertos. A segunda parte muda-se para a Casa da Escrita, de 4 de agosto a 1 de setembro, também com oito espetáculos.

 

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