A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, adiantou ontem, ao final da tarde, que o Serviço Municipal de Proteção Civil mantém vigilância permanente sobre a evolução dos níveis do rio, estando a Barragem da Aguieira a efetuar descargas controladas, de forma articulada com as entidades competentes.
Já a Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra confirmou que os sistemas de descarga do canal central do Mondego para os campos agrícolas a jusante da ponte-açude estão em boas condições e a funcionar regularmente, permitindo aliviar a pressão no leito principal do rio.
O sistema hidráulico do Mondego integra vários descarregadores — incluindo o dique fusível na zona do Choupal e três diques sifão a jusante — que permitem desviar caudal para zonas agrícolas, reduzindo o risco de galgamento ou rutura dos diques do canal artificial até à Figueira da Foz. Embora este mecanismo possa originar inundação de áreas agrícolas, trata-se de uma operação prevista e controlada no âmbito da gestão do sistema.
O caudal registado na ponte-açude de Coimbra tem vindo a subir gradualmente e atingiu valores enquadráveis no nível de alerta laranja do Plano Especial de Cheias do concelho. Ainda assim, este plano específico não foi ativado, uma vez que se encontram já em vigor o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, o Plano Distrital e a Situação de Calamidade decretada pelo Governo para os territórios afetados pela depressão KRISTIN — instrumentos que determinam automaticamente a ativação dos mecanismos de resposta.
Relativamente a uma situação de infiltração detetada num dique da margem esquerda, na zona de Casais, as autoridades estão a acompanhar o local de forma permanente. A avaliação técnica indica que as escorrências ocorrem nas juntas de dilatação da estrutura, reforçada após intervenções anteriores, não estando, para já, em causa a sua integridade.
O Município de Coimbra vai continuar a atualizar a informação sempre que se justifique e recomenda aos munícipes que acompanhem os canais oficiais e cumpram as indicações das autoridades de Proteção Civil, evitando a circulação em zonas ribeirinhas e áreas suscetíveis a inundação.
LUSA/CM de Coimbra