Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191.
De acordo com a Brisa, até à conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
Esta solução temporária de reposição condicionada do trânsito, numa extensão de aproximadamente dois quilómetros, limitada a uma via por sentido, utiliza exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais (sentido Sul / Norte), detalhou a concessionária.
“A solução foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) e permite viabilizar a circulação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, depois do rebentamento do dique do Mondego ter provocado uma rutura na plataforma”, frisou a Brisa.
A Brisa assegurou ainda que “todas as intervenções e decisões são tomadas dando total prioridade à segurança, tanto para os trabalhadores envolvidos na obra como de todos os que circulam nas suas autoestradas”, instando os condutores a circularem “com total respeito pela sinalização temporária implementada”.
No domingo, o Ministério do Ambiente e da Energia divulgou a conclusão da intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais. A tutela indicou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”.
Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”.
Obra da A1 “100% concluída” até final da semana
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu hoje que, até ao final da semana, a obra da A1, na zona de Coimbra, estará “100% concluída” e a circulação nas quatro faixas de rodagem será reposta.
“Eu próprio hoje já utilizei a A1 e posso dizer aqui, em primeira mão, que até ao final desta semana a obra estará 100% concluída. Ou seja, após a análise do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), poderemos sinalizar à Brisa que a autoestrada pode funcionar a 100% já com as quatro faixas em pleno funcionamento”, avançou.
O governante frisou que, durante 15 dias, foram mobilizados todos os meios possíveis para repor a circulação numa via considerada estratégica para a mobilidade nacional. “Não parámos um segundo”, afirmou, deixando “uma palavra especial para a Brisa, para todos os subempreiteiros que estiveram em obra dia após dia, 24 horas por dia, para garantir que era reposta a maior infraestrutura rodoviária do país”.
O ministro disse aos jornalistas esperar que esta obra seja um exemplo para fazer “uma reconstrução do país absolutamente hercúlea” e sublinhou que há meios humanos e financeiros e “meios de simplificação também mobilizados para que, em conjunto com os autarcas”, seja conseguida uma contratação pública e um licenciamento mais céleres e eficazes.
Créditos Fotográficos: José Nunes