A edição de 2026 integra espetáculos, performances, oficinas e projetos comunitários, refletindo uma aposta consistente na diversidade de públicos e no envolvimento ativo da comunidade. Assim, ao longo do mês de abril, Coimbra volta a afirmar-se como território de criação contemporânea na área da dança e da performance, acolhendo artistas e projetos que exploram diferentes linguagens, estéticas e temas da atualidade.
A programação destaca a criação contemporânea nacional, reunindo coreógrafos e intérpretes de diferentes gerações, e promovendo o diálogo entre percursos emergentes e nomes consagrados.
A vereadora parafraseou Debbie Allen para dar conta que a dança é um “espaço de confluência entre a dor, o medo, e a incerteza e a criatividade, o sentido de comunidade e o cuidado em relação aos outros”, que, no fundo, está na base do Abril Dança Coimbra. “Quando nos movemos juntos, tornamo-nos mais flexíveis, ouvimos e reconstruímos a confiança, não apenas uns nos outros, mas também em nós mesmos”, afirmou Margarida Mendes Silva, citando a atriz e dançarina norte americana de “Fame”.
O programa arranca no dia 2 de abril, às 21h30, no TAGV, “ONYX”, de Piny. A peça, que explora o corpo como espaço de resistência e expressão política, é uma criação que cruza dança, performance e culturas urbanas, num universo onde se dissolvem fronteiras entre o político, o íntimo e o coletivo.
Projeto RAMPA.3
Entre os momentos centrais do festival encontra-se a estreia do projeto RAMPA.3, que reúne 24 intérpretes de todo o país numa criação dirigida por Benvindo Fonseca, figura maior da dança contemporânea portuguesa e antigo primeiro bailarino do Ballet Gulbenkian. Este projeto de criação e de formação artística, que tem vindo a afirmar-se ao longo das últimas edições, promove o encontro entre gerações e consolida-se como uma plataforma relevante no desenvolvimento de novos talentos, sendo apresentado no dia 12 de abril, no Grande Auditório do Convento São Francisco, às 18h00.
A programação integra também propostas que exploram novas linguagens e abordagens contemporâneas, como “Wonderlandi”, nova criação de Lander Patrick, no dia 16, às 21h30, no Grande Auditório, e “Enfreakment”, de Diana Niepce, no dia 23, às 19h00, na Black Box. Estas criações evidenciam a diversidade estética e o pensamento crítico que atravessam a programação do festival.
Dimensão inclusiva e comunitária
A dimensão inclusiva e comunitária volta a assumir um papel de destaque, nomeadamente com a iniciativa “Dançar com Parkinson”, uma sessão que promove o bem-estar físico e emocional através da dança, envolvendo utentes, famílias e comunidade, e que decorre mensalmente no CSF, com a particularidade de ser aberta ao público, no dia 11, às 11h00, no Foyer do CSF. Paralelamente, o festival aposta na formação de públicos, com atividades dirigidas a escolas e famílias, como as oficinas “Hoje a aula é no teatro!” (15, 20 e 29, às 10h00, na Black Box) e “Em cada esquina, um bailarino” (dia 19, às 16h00, e dia 26, às 11h00, no Foyer), orientadas pela bailarina Noeli Kikuchi, que participou na primeira edição do projeto Rampa, em 2023.
A programação integra propostas dirigidas à primeira infância, como o concerto para bebés “A Bebé que Adora Dançar Rios” (dia 12, às 10h00 e às 11h30, na Antiga Igreja),