Atuámos de imediato na reabilitação urbana, classificando cerca de 300 edifícios como devolutos ou degradados e notificando os proprietários para avançarem com obras. Vários imóveis na Baixa e na Avenida Sá da Bandeira iniciarão em breve obras por iniciativa privada. Onde houver negligência extrema, a Câmara avançará para a venda forçada. Através do Fundo Coimbra Viva, alargámos a área de intervenção para atrair mais investimento. Vamos investir 5,8 milhões de euros numa nova residência universitária com 62 estúdios, na Rua da Moeda, e reconstruir um edifício na Rua Direita para habitação.
Outro marco essencial é a reabertura da Estação Nova, cuja concessão foi assumida pela Câmara para devolver o espaço aos cidadãos. O festival urbano que ali realizámos provou o enorme potencial daquele edifício. Abriu-se o debate público sobre o seu futuro e garantimos que manteremos a sua alma, sem necessidade de investimentos faraónicos. Queremos dar também um destaque especial à Rua da Sofia, classificada como Património Mundial da UNESCO. Vamos aumentar a fruição pedonal através do alargamento de passeios, criação de esplanadas e restrição da circulação rodoviária, que passará a estar limitada aos transportes públicos no sentido de saída. Vamos também implementar a ciclovia da UNESCO, em diálogo com comerciantes e moradores numa reunião agendada para o dia 2 de junho. Comprámos ainda o Colégio de S. Boaventura para o projeto do Polo Zero, cumprindo um compromisso pendente desde 2013, e trabalhamos com a PSP para concretizar a segunda esquadra na Baixa, no Terreiro da Erva.
Na Dinamização da Atividade Económica, a nossa medida de maior impacto foi a suspensão do PDM para romper com o bloqueio burocrático. Conseguimos desbloquear projetos hoteleiros, comerciais, de serviços e industriais, como a requalificação da antiga fábrica de curtumes e os novos investimentos da SRAM, prevendo a criação de mais de 1000 postos de trabalho. O IKEA abrirá no verão, após anos de expectativa. A nossa gestão urbanística licenciou quase 700 fogos nos últimos seis meses, respondendo de frente à crise da habitação. Na área da Mobilidade, destaco a adoção do transporte flexível e a pedido, gerido com a Região Metropolitana de Coimbra. Esta medida garantirá o direito ao transporte público nas freguesias rurais, combatendo o isolamento e assegurando a coesão territorial.
Governar é também valorizar quem serve o público, pelo que lançámos o concurso de 7 milhões de euros para reabilitar os Paços do Concelho e estamos a eliminar o amianto na Pedrulha. Na Cultura, o novo regulamento RIMA.PAC trará estabilidade, a Casa da Escrita recuperou a sua vocação original e o Convento São Francisco registou uma média impressionante de 4000 visitantes por semana no primeiro trimestre de 2026. Na Proteção Civil, avançamos para a criação do Batalhão de Bombeiros Sapadores e de um Centro de Comando Único. No Desporto, Coimbra afirma-se com apoio aos clubes locais, como o Ceira e o Eirense, e celebramos a subida da Académica à Segunda Divisão, sendo parceiros no caminho rumo à Primeira Divisão. Finalmente, reforçámos o apoio e a autonomia das freguesias e mantemos investimentos estruturais na Saúde e na Educação, com destaque para a requalificação da Escola José Falcão, num investimento histórico de 30 milhões de euros. Coimbra está a mexer com uma visão estratégica, rigor financeiro e ambição. Conto com todos vós nesta caminhada