Para Ana Abrunhosa, a Barragem de Girabolhos representa um investimento estruturante para Coimbra e para toda a bacia do Mondego, pelo contributo que poderá dar para a segurança das populações e para a resiliência hídrica do território.
Papel determinante na mitigação das cheias
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra considera que a Barragem de Girabolhos “terá um papel decisivo na mitigação das cheias no Mondego, ao assegurar uma regulação eficaz do caudal e uma maior estabilidade do comportamento do rio ao longo do ano”.
Segundo a autarca, a capacidade de reter volumes significativos de água durante episódios de precipitação intensa permitirá reduzir o impacto das cheias em Coimbra, reforçando a proteção das zonas ribeirinhas, da Baixa e das duas margens do rio, bem como de habitações, comércio e equipamentos urbanos.
“Trata-se de um investimento estruturante para a segurança das populações e para a resiliência hídrica de todo o território, em particular da bacia do Mondego”, sublinhou.
Infraestrutura estratégica para a bacia do Mondego
A Barragem de Girabolhos integra um projeto de fins múltiplos, vocacionado para reforçar a capacidade de armazenamento de água, melhorar a gestão dos recursos hídricos, contribuir para a produção de energia hidroelétrica e aumentar a capacidade de regulação dos caudais do rio Mondego.
A futura infraestrutura abrangerá territórios dos concelhos de Seia, Fornos de Algodres, Mangualde e Nelas, assumindo particular relevância para os concelhos situados a jusante da bacia hidrográfica do Mondego, nomeadamente Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, onde poderá contribuir para reduzir o risco de cheias e reforçar a proteção das populações e dos territórios ribeirinhos.