A nova ponte pedonal e ciclável sobre o rio Mondego, em Coimbra, entrou em funcionamento esta tarde. Ao mesmo tempo, o tabuleiro rodoviário inferior do Açude Ponte também foi reaberto ao tráfego rodoviário. “Está aqui evidenciada a necessidade”, comentou o presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, ao observar a rápida entrada em circulação de carros, peões e ciclistas, assim que foram retiradas as vedações nas duas extremidades dos tabuleiros pedonal/ciclável e rodoviário.
A nova ligação pedonal e ciclável permite o atravessamento, em “segurança e com comodidade”, do rio, na zona do Choupal, para quem vive em Coimbra e para os peregrinos de Fátima e dos Caminhos de Santiago. “É uma obra de engenharia e de arquitetura de qualidade. O trabalho final, penso que todos concordarão, é positivo” apreciou o autarca.
“Há um número muito elevado de pessoas que têm necessidade de atravessar o rio Mondego todos os dias. Esta é uma infraestrutura, um equipamento útil à cidade e às comunidades circunvizinhas ou àqueles que necessitam de passar aqui por motivos religiosos”, acrescentou o presidente da CMC.
Em declarações aos jornalistas, Manuel Machado elogiou a cooperação da Agência Portuguesa do Ambiente e salvaguardou que “faltam remates de trabalhos de calceteiros; tal como aconteceu no Convento São Francisco, desde que haja condições de segurança, é colocado em uso público.”
A ponte que hoje entrou em funcionamento deverá contribuir para atenuar a pressão automóvel no centro da cidade, tendo em conta a futura disponibilidade de estacionamento automóvel gratuito na margem esquerda, em áreas que se situam entre as instalações dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) e o Açude Ponte.
A nova ponte pedonal e ciclável sobre o Rio Mondego foi encastrada a montante do tabuleiro inferior da Ponte Açude e teve um custo de 646.906,91 euros (IVA incluído). Esta obra de arte apresenta 165,6m de comprimento e 2,40m de largura máxima, com um peso que ronda as 57 toneladas.
A solução construtiva escolhida passou pela colocação de uma estrutura em vigas metálicas contínuas em treliça, suportadas por estruturas em consola apoiadas nos contrafortes de betão existentes. O tabuleiro apresenta chapa de aço nervurada, de efeito antiderrapante. A guarda lateral tem uma altura de 1,20m a montante, para maior segurança de ciclistas e peões. Na separação entre os tabuleiros rodoviário e pedonal/ciclável foi colocada uma guarda de segurança tubular metálica impeditiva da invasão da zona pedonal por veículos automóveis.
Numa área com grande procura por parte de peões e ciclistas, a nova ponte garante maior conforto e segurança a estes utilizadores, ao invés do que acontecia antes da intervenção da CMC, quando peões e veículos automóveis conviviam no tabuleiro inferior da Ponte Açude, sem as necessárias condições de segurança, devido à falta de largura da via.
A nova infraestrutura integra os trajetos da Ciclovia de Coimbra – Coimbra B/Vale das Flores/Portela e Caminhos de Fátima e Santiago. Dois projetos inseridos no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Coimbra (PEDU), celebrado entre o Município de Coimbra e a Autoridade de Gestão do Programa Operacional Regional do Centro (Centro 2020).
A intervenção incluiu também a reformulação da rede de iluminação pública, tanto na ponte como nas zonas adjacentes, e o reforço da iluminação da ciclovia existente entre a Ponte Açude, o Choupal e os campos do Bolão. Tal implicou a colocação de 60 colunas de iluminação pública e 152 luminárias.
Ao nível rodoviário, os utentes passam a dispor de duas novas rotundas, uma em cada margem, que irão facilitar a fluidez do trânsito, proporcionando uma mais ampla e melhor visibilidade aos condutores, que na anterior solução de entroncamento era prejudicada pela presença dos pilares que sustentam o tabuleiro superior. Saliente-se ainda que foram substituídas as juntas de dilatação do tabuleiro rodoviário, tendo sido colocadas novas juntas em neoprene armado.
Na margem direita, a laje de betão existente sobre a tomada de água para o canal de rega está a ser pavimentada em calçadinha, com vista a transformá-la numa praça de contemplação do rio. Já na margem esquerda prevê-se a recuperação da pérgula existente, ficando definida a ligação à futura ciclovia junto à margem do rio até à Av. de Conimbriga. Por último, a empreitada contempla ainda a renovação da rede de drenagem das águas pluviais e acessos pavimentados em betão betuminoso e calçadinha em ambas as margens.