“A Câmara de Coimbra apresenta nesta cerimónia dez autocarros elétricos, de tecnologia digital aplicada aos transportes do mais avançado que há, para os pôr ao serviço da cidade (…) e dos trabalhadores abnegados que, apesar do escasso salário que a lei impõe… e é tempo de corrigir criando-se de novo a carreira condigna de motorista, – todos os dias servem a nossa comunidade conduzindo os autocarros dos nossos transportes públicos”, salientou Manuel Machado.
O autarca tem referido publicamente, por variadas vezes, que é necessário criar de novo uma carreira específica para os motoristas, “coisa que já houve, mas infelizmente foi alterada”, salientou a 6 de setembro de 2017, antes mesmo de destacar a responsabilidade da atividade. “O trabalho dos profissionais que conduzem uma viatura que pode ir até uma centena de pessoas com as que viajam em pé, tem uma responsabilidade muito grande, tem um grau de exigência, de desgaste, que deve ser compensado”, defendeu. “No caso dos transportes, há necessidade de uma carreira específica que reponha equilíbrio justo para uma atividade profissional que é altamente desgastante”, insistiu.
Já no ano passado, no âmbito de uma manifestação dos trabalhadores dos SMTUC, o presidente da CM Coimbra tinha referido que a matéria só pode ser resolvida no seio da Assembleia da República, reafirmando a injustiça da reestruturação da carreira dos motoristas, que passaram a ser considerados assistentes operacionais.
“Não concordo com a obrigação que me é imposta pela lei de admitir um motorista para os SMTUC e não lhe poder pagar mais do que o salário mínimo. É uma injustiça, porque é um trabalho de grande responsabilidade”, disse, já na altura, Manuel Machado.
Assista à intervenção completa do presidente da CM Coimbra, Manuel Machado, na cerimónia de hoje: