“Revejo-me integralmente nas medidas anunciadas pelo Governo e outros órgãos do Estado”, pois são “merecedoras de confiança e geradoras de tranquilidade” junto das populações, defendeu hoje, em declarações à agência Lusa, Manuel Machado.
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, anunciou hoje que o Governo declarou crise energética e afirmou que o direito à greve não é ilimitado, considerando que os serviços mínimos podem ser mais extensos em relação à greve dos motoristas.
Na quarta-feira, o Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias e decretou preventivamente o estado de emergência energética, depois de os sindicatos e a associação patronal não terem chegado a acordo.
“As medidas de direito tomadas pelo Governo”, para “o todo nacional”, são “credíveis, merecedoras de confiança e atendem ao interesse nacional”, afirmou o presidente da ANMP, que também é presidente da CM Coimbra.
A greve é “um direito que tem de ser respeitado e está a ser respeitado, dentro das contingências da situação”, sustentou ainda Manuel Machado.
Sobre o papel das câmaras municipais, o presidente da ANMP, entende que, num caso como este, as autarquias locais não têm competências para intervir, competindo-lhes, “no âmbito das suas atribuições” e “na medida possível”, contribuir para “minimizar os efeitos negativos e transtornos” da situação.
Em 15 de julho, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) não chegaram a acordo com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) e entregaram um pré-aviso de greve, após uma reunião de quase cinco horas, sob a mediação do Ministério do Trabalho.
A greve está prevista arrancar na segunda-feira, por tempo indeterminado.
LUSA / CM Coimbra