“Estamos muito bem preparados para o evento de hoje ao final do dia e que vai ganhar intensidade a partir da madrugada de segunda-feira”, referiu o presidente da APA, salientando que as cotas das barragens da Aguieira e das Fronhas foram descidas para existir “encaixe para amortecer a cheia”.
Segundo Pimenta Machado, a quota da Aguieira, que regula o caudal do rio Mondego, estava esta tarde na cota 115,9, abaixo da cota de referência.
O responsável salientou que foram tomadas todas as medidas necessárias para enfrentar os picos de precipitação previstos para esta semana, que se prevê “muito difícil”.
“Provocámos pequenas cheias controladas para não termos uma cheia descontrolada”, sublinhou o presidente da APA, que alertou também para o aumento dos caudais de rios que não têm monitorização, como o Ceira e o Alva, afluentes do Mondego.
O secretário de Estado da Proteção Civil, que substituiu a ministra do Ambiente e Energia na reunião de trabalho, alertou hoje a população do Baixo Mondego para três episódios de precipitação intensa previstos para segunda-feira de madrugada, quinta-feira e domingo.
Rui Rocha apelou à população para ter em conta as recomendações e avisos das entidades competentes, garantindo que a situação está a ser monitorizada “a toda a hora” e existe um dispositivo preparado para intervir.
“Apesar de estarmos em territórios que convivem com estas situações [cheias], estamos numa situação excecional e, portanto, deixo um apelo forte à responsabilidade coletiva e individual de cada um para o cumprimento de todas as indicações que cheguem”, frisou.
No sábado, dia 31 de janeiro, ao início da noite chegou à região um grupo de 24 fuzileiros da Marinha Portuguesa com seis botes, distribuídos pelos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho, para a eventualidade de ser necessário intervir.
Além destes meios, e em caso de necessidade, a região conta com mais 17 embarcações próprias.
LUSA / CM de Coimbra