“Hoje podemos dizer, com enorme felicidade e até algum alívio, que nas próximas semanas será lançado o concurso público para a construção da nova maternidade de Coimbra”, revelou Francisco Maio Matos, presidente da Unidade Local de Saúde (ULS), na sua intervenção.
De acordo com Francisco Maio Matos, o projeto vai avançar “depois de tantos anos”, merecendo por isso “ser celebrado”. “A nova maternidade é um investimento nas próximas gerações e no reforço da confiança das famílias de quem cuidamos”, acrescentou. Ao longo da sua intervenção, o presidente da ULS de Coimbra considerou que a futura maternidade “representa o futuro da região e traduz a ambição do país”, defendendo que o projeto tem um significado que ultrapassa a mera construção de um edifício. “Como nos recordava o Papa Francisco, não se trata somente de fazer coisas, mas de fazê-las com significado”. A ocasião serviu também para agradecer aos vários conselhos de administração que contribuíram para o desenvolvimento do processo, destacando o trabalho iniciado há cerca de 15 anos sob a liderança de José Martins Nunes, com a apresentação do primeiro projeto para uma maternidade única na cidade.
À ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que marcou presença na cerimónia, agradeceu o “empenho pessoal” pela forma como assumiu o projeto como um objetivo de âmbito nacional. “Sem a sua determinação e o seu compromisso pessoal, não estaríamos hoje aqui a dar esta notícia”, declarou.
Já a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, aproveitou a sua intervenção na cerimónia para evidenciar que esta é “uma prioridade inadiável”. “A nova maternidade de Coimbra, cuja urgência de avançar para o terreno é um imperativo social, clínico e territorial, mobilizará certamente toda a região”, sustentou. A autarca congratulou-se ainda com a resiliência que a ministra da Saúde demonstrou ao longo do processo e recordou que também já esteve no Governo. “Sei bem o caminho que temos que fazer para ter uma portaria da extensão de encargos assinada e publicada”.
No encerramento do evento, a ministra da Saúde vincou que a nova maternidade, a que chamou de Bissaya Barreto, é “uma obra tão esperada quanto merecida”, que deverá “iniciar-se já este ano”. “Esta obra honra uma escola que garante em toda a Região Centro um nível perinatal mais diferenciado e que forma, investiga e constitui parte fundamental da rede do SNS ao seu nível mais complexo de cuidados”, apontou. Coimbra merece há décadas esta maternidade, que a ministra vê como “mais uma infraestrutura determinante para a saúde das futuras gerações em Portugal”.
De acordo com a Portaria n.º 396-A/2026/2, assinada pelos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento e da Gestão da Saúde, a empreitada terá uma duração prevista de 36 meses e representa um investimento máximo de quase 58 milhões de euros, valor ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor. A obra será financiada ao longo dos anos de 2026, 2027, 2028 e 2029.
Para 2026 está prevista uma despesa de 243.902,44 euros, enquanto para 2027 e 2028 os encargos ascendem a 23,9 milhões de euros em cada um dos anos. Em 2029, o montante previsto é de 9,89 milhões de euros.
LUSA / CM de Coimbra