O presidente da CM de Coimbra aproveitou a oportunidade para defender um maior investimento na área da Justiça em Coimbra.
Apesar de a confirmação da instalação da Entidade para a Transparência em Coimbra ter sido uma boa notícia para o concelho, que volta a demonstrar a capacidade de acolhimento de instituições nacionais de grande relevo, o presidente da CM de Coimbra recordou a moção, apresentada na Reunião de Câmara de 28 de novembro, que versa sobre a ausência de perspetivas de construção no curto e no médio prazo do novo Palácio da Justiça, há muito reivindicado por Coimbra e o facto de não estar prevista pelo Governo a saída do Estabelecimento Prisional para fora da cidade. Recorda-se ainda que o Governo pretende encerrar o Estabelecimento Prisional de Lisboa em 2026, enquanto o de Coimbra, situado no centro da cidade, continua sem perspetiva de construção de novas instalações fora do perímetro urbano.
A composição e o funcionamento dos conselhos superiores, o financiamento do sistema judicial, o sindicalismo judiciário e as portas giratórias entre a política e a justiça, foram outros dos temas em debate na sessão de ontem. Este último tema suscitou o natural interesse dos participantes, tendo os oradores concordado que a proibição do regresso ao cargo de juiz, depois de fazer parte do Governo, está afastada, havendo, no entanto, a necessidade de acautelar determinadas situações que possam configurar eventuais conflitos de interesse.