O protocolo entre a Câmara Municipal e a MM, aprovado na reunião do executivo municipal de 8 de janeiro, dá seguimento à revisão dos projetos da empreitada do SMM, que anulou alguns dos mais de 600 abates previstos e definiu um compromisso da entidade em assegurar a plantação de três árvores por cada abatida no decurso das obras do Metrobus. Para além das mais de 600 previamente previstas, o protocolo define a plantação de mais 608 árvores, a decorrer em terrenos públicos municipais, em três locais específicos do concelho. A plantação das mesmas vai acontecer na ribeira do Vale das Flores (436 árvores), em quatro espaços da Rua António Ferrer Correia (106 árvores) e em vários locais da zona da Solum (66 árvores).
A sessão de hoje, que contou também com a presença da vereadora do Urbanismo, Ana Bastos, serviu, ainda, para se outorgar o contrato de execução da intervenção na Avenida Ferrer Correia e efetuar a abertura do concurso para a intervenção na ribeira do Vale das Flores, que decorrem da assinatura do protocolo.
A maioria das árvores vai, então, ser plantada no futuro bosque do Vale das Flores, um projeto da autoria da arquiteta Laura Roldão. Este plano, indica a MM, consiste na criação de uma floresta urbana, com a erradicação de espécies invasoras, replantação e densificação das áreas que foram sujeitas a intervenção e cujas árvores morreram, plantação em espaços contíguos à ribeira do Vale das Flores, nomeadamente estabilização superficial dos taludes através da plantação de árvores e de arbustos e diversificação de ambientes. Destaca-se, também, a criação de cortinas visuais que permitem diminuir o impacto dos vários viadutos e, consequentemente, mitigar a presença dos automóveis neste parque.
Em paralelo, será executado o projeto relativo à Rua António Ferrer Correia, da autoria do arquiteto Miguel Pinheiro, que prevê, então, a plantação de 106 novas árvores na envolvente desta via.
Nos dois projetos, a implementação de árvores junto dos percursos e arruamentos permite oferecer um enquadramento visual e mitigar as temperaturas elevadas no verão através do ensombramento. Por outro lado, o aumento da biodiversidade permite assegurar uma escolha de espécies adaptadas à situação climática, condições de humidade e características do solo, esclarece a MM.
O protocolo estipula que a MM fica, assim, responsável por elaborar os projetos de plantação e, em articulação com a autarquia, assegurar a concretização do Plano de Reforço da Estrutura Arbórea. Isto é, compete à MM assegurar todos os procedimentos e diligências necessárias à elaboração e execução dos projetos integrados no plano, garantindo a articulação e acompanhamento da CM de Coimbra na fase de elaboração e execução dos mesmos. Depois dos espaços intervencionados, cabe à autarquia assegurar a sua manutenção. Este protocolo tem a vigência de dois anos, renovável.
A MM indica, ainda, que os projetos a desenvolver no futuro para garantir o compromisso de plantar três árvores por cada abate, poderão ser executados em espaços de outras entidades com quem venham a ser estabelecidas idênticas parcerias de reforço arbóreo.
Atualmente, estão a decorrer cinco empreitadas para a implantação do Metrobus, designadamente no troço Alto de São João – Serpins” (suburbano), “Portagem – Alto de São João – Adaptação da Infraestrutura a BRT, Adutora da Boavista e Drenagem Pluvial do Vale da Arregaça”, “Linha do Hospital Aeminium – Hospital Pediátrico e Remodelação das Redes de drenagem de águas residuais”, “Portagem – Coimbra B e Renovação da Estação de Coimbra B” e Construção do Parque de Material e Oficinas (PMO). Exceto na construção do PMO, em que o dono de obra é a Metro Mondego (MM), o dono de obra das restantes intervenções é tripartido, nomeadamente, Infraestruturas de Portugal SA (IP), Águas de Coimbra, EM (AC), Águas do Centro Litoral (AdCL).
Importa, ainda, recordar foram transplantadas cerca de 40 oliveiras para ambiente urbano da cidade, que se encontravam no terreno do futuro Parque de Máquinas e Oficinas da MM, em Ceira, assim como sete palmeiras anãs da rotunda da “ACIC” para a rotunda das “palmeiras”.
Créditos fotográficos: Câmara Municipal de Coimbra | João Pedro Lopes