Ana Abrunhosa disse à Lusa que já estão delimitadas sete áreas no concelho para onde as pessoas se deverão dirigir e que todos os agentes de proteção civil têm conhecimento dessa informação.
“No caso de ter de abandonar as suas casas, a população de cada zona tem um ponto para onde se deve dirigir, onde terá cama, alimentação e um espaço para os seus animais de companhia”, adiantou.
As Caves de Coimbra serão o local de refúgio para quem resida em Antuzede, Vil de Matos, Trouxemil, Torre de Vilela, Eiras, São Paulo de Frades e Pedrulha, enquanto as escolas secundárias Dona Maria e Avelar Brotero acolhem quem more na União de Freguesia de Coimbra ou em Santo António dos Olivais.
Os residentes em Torres do Mondego ou Ceira têm como ponto de concentração a Casa do Povo de Ceira, e os habitantes de Conraria, Santa Clara e Castelo Viegas o Pavilhão Desportivo de Santa Clara.
A Escola Básica 2/3 Inês de Castro recebe os residentes em São Martinho do Bispo e a Escola Básica 2/3 de Taveiro as populações de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.
Os moradores de São Martinho de Árvore, Lamarosa, São Silvestre e São João do Campo devem dirigir-se para a Escola Básica 2/3 de São Silvestre.
A autarca salientou que está a ser efetuada uma monitorização permanente e as populações apenas serão retiradas das localidades “na iminência de rebentamento de uma parte da estrutura hidráulica do Mondego”.
A presidente da Câmara de Coimbra negou ainda qualquer problema estrutural no sistema hidráulico do Mondego. “Não rebentou nenhum dique e os espigões estão a debitar água, o que é normal, faz parte da estrutura hidráulica quando o caudal do canal atinge um determinado nível”, sustentou.
Ao final da tarde de hoje, o Município de Coimbra encerrou ao trânsito o tabuleiro inferior da Ponte Açude por motivos de segurança, devido ao aumento do caudal do rio Mondego.*
LUSA / CM de Coimbra