“Mais do que um programa expositivo, trata-se de um projeto cultural alargado, que aposta na investigação, na mediação e na criação de novas ligações entre a arte e a comunidade”, foi assim que a Presidente da CM de Coimbra, Ana Abrunhosa, apresentou a nova fase do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (CACC), esta segunda-feira, 27 de abril.
Segundo a autarca, trata-se de “uma renovação conceptual e relacional” do CACC, assente numa parceria estratégica com a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, que permitirá “diversificar conteúdos, introduzir novos enquadramentos curatoriais e envolver diferentes coleções, artistas e contextos de produção contemporânea”.
Parceria inédita e programa até 2027
O novo ciclo de programação será coordenado por Nuno Faria até outubro de 2027, no âmbito de uma colaboração que, nas palavras do curador, assume “contornos inéditos, entre um município e uma fundação privada de interesse público, apoiada pelo Estado”.
Ana Abrunhosa destacou o “percurso fantástico” de Nuno Faria, que inclui passagens pelo Museu da Cidade, no Porto, e pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
O projeto estrutura-se num programa composto por quatro exposições, construídas a partir da coleção municipal, da coleção do Estado depositada no CACC, do acervo da Fundação e de coleções particulares relevantes. A primeira exposição deste ciclo será inaugurada a 30 de maio.
Projeto cultural alargado e colaborativo
Para além da componente expositiva, a parceria integra residências artísticas e de curadoria, nomeadamente em articulação com o Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, promovendo a investigação, a formação e a criação contemporânea.
Nuno Faria sublinha que se trata de “um projeto coletivo”, que envolve as equipas curatoriais e técnicas de ambas as instituições, e que pretende trabalhar diretamente a partir das obras e dos seus contextos, explorando novas leituras e relações.
“Este é um projeto inédito, ambicioso e profundamente colaborativo, que irá dar corpo, entre 2026 e 2027, a um ciclo de exposições e iniciativas que cruzam coleções, artistas e instituições”, afirmou.
Refira-se que a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, com museu em Lisboa, tem como missão a preservação, estudo e divulgação da obra de Arpad Szenes e de Maria Helena Vieira da Silva, uma das artistas mais relevantes do século XX.
Reconhecimento do trabalho desenvolvido
A presidente da CM de Coimbra deixou também uma palavra de reconhecimento a José Maçãs de Carvalho, que assegurou a curadoria do CACC ao longo dos últimos seis anos, destacando “a qualidade e a consistência do trabalho desenvolvido”.
Ana Abrunhosa sublinhou ainda que o curador continuará a colaborar com o Município em projetos curatoriais específicos, garantindo a continuidade de uma relação que tem contribuído para a afirmação do CACC no panorama da arte contemporânea.
CM de Coimbra/Lusa