O ministro das Infraestruturas salientou que o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) está com uma procura 20% acima daquilo que seria expectável para o atual momento, em que assegura a ligação a Miranda do Corvo e Lousã, mas cuja rede urbana (que serve a estação de Coimbra-B e hospitais) ainda não está concluída.
Segundo Pinto Luz, seria expectável que a operação sentisse uma forte quebra de procura depois de passar a ser paga, mas isso não aconteceu. De acordo com comunicado da tutela enviado à comunicação social, em abril, o número de validações atingiu os 280 mil, um aumento de 57,4% face ao primeiro mês de operação comercial. O máximo diário registado foi a 6 de maio, com 13.410 validações. O mesmo comunicado nota que em março e em abril as validações tiveram uma procura de mais de 40% acima das estimativas.
O percurso entre a estação da Portagem e a do Alto de São João (troço urbano) representa 80% das validações, acrescentou. “Um número que é absolutamente relevante e revelador daquilo que é a intenção do Governo e das autarquias com a utilização deste tipo de mecanismos: tirámos 750 mil carros do território”, vincou.
Na viagem, também participou a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, e o presidente da Metro Mondego, Leonel Serra, entre outros responsáveis.
A viagem realizou-se depois de uma sessão de assinatura do protocolo de subconcessão da Estação Nova de Coimbra, que passa a estar a cargo do município, depois de ter sido desativada no âmbito das obras do Metrobus.
Nessa cerimónia, o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, reafirmou a intenção de ter o troço até Coimbra-B aberto antes do início do próximo ano letivo, assim como uma abertura parcial da linha do hospital até à Praça da República. A restante linha do hospital deverá estar concluída entre o final deste ano e o início de 2027, disse.
LUSA / CM de Coimbra