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29 Junho 2026

Coimbra Supernova quer duplicar a dimensão do seu cluster espacial em faturação e empregos até 2030

A Região de Coimbra deu hoje um passo estratégico para reforçar a sua posição na economia do Espaço com o lançamento da Coimbra Supernova, uma aliança que reúne o Município de Coimbra, a Universidade de Coimbra, o Instituto Pedro Nunes, o iParque, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, o Município da Pampilhosa da Serra, a Active Space Technologies, a Critical Software, a Neuraspace, a Open Cosmos e a Spotlite. A iniciativa estabelece uma estratégia comum para o desenvolvimento do cluster espacial da Região de Coimbra e tem como principal meta duplicar a sua dimensão até 2030.

 

Na abertura da sessão, que decorreu no Convento São Francisco, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, sublinhou que a Coimbra Supernova representa “a escolha de dar escala ao que já existe e de trabalhar em conjunto, com ambição e visão de futuro”, considerando que o nascimento da aliança “simboliza a transição crucial entre um conjunto de iniciativas e competências dispersas e a construção de um cluster do Espaço estruturado, robusto e com uma vincada ambição global”.

 

Através da assinatura de um Memorando de Entendimento, as entidades fundadoras assumem o compromisso de desenvolver uma estratégia conjunta para reforçar a competitividade e a projeção internacional do cluster espacial da Região de Coimbra, promover a colaboração entre os seus membros, posicionar a Região como destino preferencial para empresas, talento e investimento ligados ao setor espacial, estimular projetos colaborativos e consolidar a cooperação entre empresas, academia, centros de inovação e entidades públicas.

 

Duplicar volume de negócios e emprego até 2030

A estratégia definida pelos parceiros tem como meta aumentar o volume de negócios do cluster espacial da Região de Coimbra de cerca de 25 milhões de euros para 50 milhões de euros e elevar o emprego altamente qualificado de aproximadamente 350 para 750 profissionais até 2030.

 

A Coimbra Supernova estabelece um modelo permanente de cooperação entre os parceiros. Assenta na definição de um plano de atividades conjuntas, na realização de reuniões mensais de acompanhamento e na identificação de oportunidades de colaboração que contribuam para o crescimento sustentado do ecossistema espacial da região. Em aberto mantem-se a futura adesão de novas entidades que partilhem esta visão estratégica.

 

No encerramento da sessão, o vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Miguel Antunes, referiu que a Coimbra Supernova representa a organização das competências, do conhecimento científico, da capacidade empresarial e dos ativos territoriais da região em torno de uma estratégia comum. “Aquilo que faltava não era capacidade. Era coordenação. Era escala. Era visibilidade. E hoje demos esse passo”, afirmou.

 

Nos próximos meses, a Coimbra Supernova irá desenvolver o primeiro plano de atividades da Aliança, que poderá incluir iniciativas de promoção internacional, missões, eventos e ações de divulgação, alinhadas com os seus objetivos e orientadas para o reforço da colaboração entre os membros e da projeção nacional e internacional do cluster.

 

Ao longo da sessão, os representantes das restantes entidades fundadoras convergiram na importância da criação de uma estratégia comum para afirmar Coimbra como um dos principais polos espaciais portugueses. O presidente do Instituto Pedro Nunes, João Gabriel Silva, considerou que a Coimbra Supernova representa “um passo decisivo” para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido na região, afirmando que Coimbra “já é um dos clusters essenciais” do setor espacial.

 

O reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, destacou o interesse estratégico da área espacial para a Universidade e a aposta na formação de novos profissionais altamente qualificados através da nova licenciatura em Engenharia Aeroespacial. Jorge Custódio, presidente da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, sublinhou que o projeto “liga o Espaço, mas também o nosso espaço territorial”, enquanto Helena Teodósio, presidente da Região Metropolitana de Coimbra, recordou que esta ambição resulta de um trabalho que a Região tem vindo a desenvolver e que agora ganha uma expressão conjunta.

 

Já Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, salientou que Coimbra reúne conhecimento, capacidade de inovação e empresas fortemente ligadas aos programas espaciais internacionais, defendendo que “o segredo está em trabalhar em conjunto para ganhar escala e responder aos desafios estratégicos da Europa”.

 

A assinatura deste Memorando de Entendimento assinala o início de uma estratégia comum para posicionar a Região de Coimbra como uma referência nacional e europeia na economia do Espaço.

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